quarta-feira, 3 de abril de 2013

Abordagem humanista






A meta da existência é encontrar felicidade,
o que significa encontrar interesse
Alexandre Sutherland Neill
                                                                                                                           


O ensino "centrado" no aluno é derivado da teoria, também regido , sobre personalidade e conduta.
Essa abordagem também dá ênfase a relações interpessoais e ao crescimento que desta resulta, centrado no desenvolvimento da personalidade do indivíduo, dos seus processos e organização pessoal da realidade em sua capacidade de atuar como uma pessoa integrada.



 Nessa abordagem o enfoque é centrado no sujeito como principal colaborador do conhecimento humano. Dá-se ênfase às relações interpessoais, à vida psicológica 
e emocional; e à preocupação com o autoconceito.


Aspectos Gerais
>>enfoque no sujeito, como principal elaborador do conhecimento humano, conteúdo advém das próprias experiências dos alunos.
Sociedade e Cultura
>>não aceita projeto de planificação social, o controle e manipulação das pessoas.
Educação
>>centrada no aluno; finalidade: criar condições que facilitem a aprendizagem com o objetivo de liberar a capacidade de autoaprendizagem para o desenvolvimento intelectual e emocional, valorização da busca da autonomia.
Escola
>>deve respeitar a criança tal qual é, oferecer condições para que possa desenvolver-se em seu processo de vir a ser.
Ensino/aprendizagem
>>dirigir a pessoa à sua própria existência para estruturar-se e agir, método não diretivo, aprendizagem significativa, pois envolve toda a pessoa.
Metodologia
>>clima favorável ao desenvolvimento das pessoas, as informações devem ser significativas para os alunos e percebidas como mutáveis, pesquisa de conteúdos feita pelos alunos.
Avaliação
>>autoavaliação, desprezo por qualquer padronização de produtos de aprendizagem.

                             

ABORDAGEM HUMANISTA NA PEDAGOGIA



TENDÊNCIAS ANTI-AUTORITÁRIAS
(Leila Miana, Letícia Alves, Maíra Saporetti, Simone Silva)

Existem três grupos de entendimento da educação na sociedade: educação como redenção, educação como reprodução e educação como transformação.
As tendências anti-autoritárias, se enquadram na ideologia de que a educação possui caráter transformador na sociedade e surgem de movimentos em oposição à escolas tradicionais.
As teorias anti-autoritárias recusam o exercício de poder e voltam-se para uma educação em liberdade e para a liberdade.
A pedagogia de caráter humanitário espera que a escola exerça uma transformação na personalidade dos alunos, num sentido libertário e auto-gestionário, ou seja, a função da instituição escola é de estimular a busca pelo aprendizado em seus alunos.
O método de ensino utilizado pelas Pedagogias Libertárias, portanto, acontece na vivência grupal, onde alunos e professores convivem em equilíbrio, preservando e valorizando as diferenças e individualidades do ser.
Os conteúdos e as matérias que podem ser transmitidas no ambiente escolar são colocadas à disposição do aluno sem que exista a obrigação de cursá-las, porque o que realmente é importante para estas linhas de pedagogia é o conhecimento que resulta das experiências vividas pelo grupo envolvido.

A pedagogia libertária considera desde o início a ineficácia e a nocividade de todos os métodos à base de obrigações e ameaças. Nesse sentido, o professor deve se por a serviço do aluno sem impor suas concepções e idéias, sem fazer do aluno um "objeto", ele deve se misturar ao grupo para uma reflexão em comum.
Toda essa liberdade de decisão tem um sentido bem claro. Se um aluno resolve não participar, o faz porque não se sente integrado, mas o grupo tem responsabilidade sobre esse fato e tem que colocar a questão em discussão. O critério de relevância do saber é seu possível uso prático. Por isso mesmo não faz sentido qualquer tentativa de avaliação da aprendizagem, ao menos não em termos de conteúdo. (Wikipedia)

As tendências pedagógicas aqui tratadas abrangem quase todas as tendência anti-autoritárias em educação, dentre elas a anarquista, a psicanalista, a dos sociólogos e também a dos professores progressistas, são elas:

· Teoria anarquista ou libertária (sociológica)
Representantes: Freinet, Bakunin, Ferrer, (Brasil-Tragtenberg, José Oiticica e Silvio Gallo).
Um dos principais objetivos da pedagogia libertária é preparar os indivíduos para a vivência plena da liberdade. Para isso, desenvolve a autonomia, a responsabilidade, o respeito, a solidariedade, a cooperação e a criatividade nos educandos. Assim, além de estabelecer novas formas de relações interpessoais, é também um instrumento de luta para a superação das condições de exploração que sustentam nossa sociedade. Para essa teoria a educação mostra os limites da escola como instituição disciplinadora e burocrática e as possibilidades da autogestão pedagógica como iniciação à autogestão social. A burocracia escolar é poder, repressão e controle.

· Teoria Institucional (sociológica)
Representantes: Lobrot
Estende o conceito de instituição a partir do caráter dinâmico de qualquer agrupamento humano, destaque para o sentido de organização instituinte, capaz de revelar as contradições do processo de se fazer, vencer a inércia do instituído, a fim de criar o novo. Essa visão ultrapassa a dimensão de indivíduo, buscando uma análise “de campo” influenciado pela sociologia. As clássicas tarefas do professor passam à responsabilidade do grupo, porque a noção de autogestão supõe a atividade instituinte dos alunos. Critica severamente a burocracia, típica expressão do poder, que instaura a hierarquia, “coisifica” as pessoas e cristaliza toda ação.

· Teoria não-diretiva (psicológica)
Representantes: Neill, Rogers
Consideram-se os enfoques encontrados predominantemente no sujeito. O ensino centrado no aluno, centrada no desenvolvimento da personalidade do indivíduo, em seus processos de construção e organização pessoal da realidade. A autenticidade será a principal ferramenta do educador que conduzirá o aluno à aprendizagem significava. ensinar é mais que transmitir conhecimento – é despertar a curiosidade, é instigar o desejo de ir além do conhecido. É desafiar a pessoa a confiar em si mesmo e dar um novo passo em busca de mais. É educar para a vida e para novos relacionamentos.
O professor passa a ser considerado um facilitador da aprendizagem, não mais aquele que transmite conhecimento, e sim aquele que auxilia os educandos a aprender a viver como indivíduos em processo de transformação. O educando é instado, forçado a buscar o seu próprio conhecimento, consciente de sua constante transformação. O que um facilitador ensina aos educandos é buscar o seu próprio conhecimento, para tornar-se independente e produtor de seu próprio processo cognitivo. Para ser um bom facilitador é preciso ter ou desenvolver algumas qualificações: autenticidade, o apreço, a aceitação e confiança, compreensão empática, que ocorre quando o facilitador deixa o julgamento de lado e compreende o educando, tornando a aprendizagem significativa.
Tanto Rogers quanto Neill tiveram como diferencial em seu pensamento a idéia de que a criança não aprende sobre pressão ou medo, o ser humano é curioso por natureza, então para saciar esta necessidade vai em busca do conhecimento, procura respostas para suas dúvidas cotidianas, aprende através da experimentação. Estes pensadores concordam que uma educação que possa resultar em uma experimentação negativa, frustante está fadada ao fracasso, entretanto uma educação livre demais, satisfatória por excesso também está destinada ao mesmo fim.

humanista a visão da psicologia


Psicologia Humanista
De todas as abordagens psicológicas, a humanista é a que mais se assemelha a prática da terapia floral. Ambas são centradas no indivíduo, no seu momento e no seu conflito / desequilíbrio. 
Um dos principais focos da terapia floral é a volta ao equilíbrio a partir do reconhecimento da sua singularidade e do retorno ao propósito de sua natureza como indivíduo e suas realizações. 
De certa maneira esse também é um dos focos da psicologia humanista que entende o indivíduo como um ser integral, digno na sua essência e o melhor qualificado para direcionar as suas transformações em busca do equilíbrio e plenitude.Nos anos 60 foi adotada a abordagem humanista num cenário onde até então reinavam a psicanálise e o berhavoarismo.A partir dos estudos de Carl Rogers e também de Abraham Maslow, os valores da abordagem humanista passaram a ser cada vez mais absorvidos e vindos de encontro aos valores de outras escolas com formações teóricas diferentes mas, que também divergiam da visão freudiana. 
Conceitos:Basicamente essa abordagem centra a terapia do indivíduo, no reconhecimento da sua auto-imagem, na sua necessidade de auto-realização e na sua qualificação para indicar o rumo das suas próprias mudanças. Ninguém melhor que o próprio indivíduo para reconhecer a si mesmo e decidir sobre o seu próprio caminho.Os principais conceitos da abordagem humanista são:.  O reconhecimento de si compreendidos e descritos a partir das sua visão pessoal e subjetiva do mundo, sua percepção do Eu e dos seus sentimentos de valor próprio. 
.  As pessoas não são motivadas somente por impulsos básicos de necessidades fisiológicas ou de subsistência. Elas sentem necessidade de desenvolver as suas capacidades e os seus potenciais  para alcançar a auto-realização, tirando o foco do controle do ego ou da adaptação ao meio.
. O significado e os valores do indivíduo devem ser os condutores centrais do processo, valorizando menos os métodos rigorosos ou até mesmo a objetividade na interpretação das .

autores: Sabrina Ferreira e Camilia Oliveira



A Abordagem Humanista De Carl Rogers

A Abordagem Humanista De Carl Rogers

A proposta de educação de Carl Rogers é humanista, tem como característica principal o ensino que é centrado no aluno. A aprendizagem deve ser centrada no aluno e não no ensino.   A aprendizagem escolar humanista deve ser vista como um aspecto do processo de auto-realização, o aluno precisa querer aprender o que o professor pretende ensinar; uma aprendizagem significativa ao aluno. A aprendizagem é aumentada e facilitada quando o aluno participa de forma responsável e ativa do processo.
No abordagem humanista o professor é simplesmente um facilitador do aprendizado, ele não transmite o conteúdo, mas simplesmente dá assistência para que o aluno aprenda, assim a aprendizagem mais útil é a de “aprender a aprender” que o aluno precisa desenvolver. O conhecimento deve vir da própria experiência dos alunos, e o professor deve apenas criar as condições para que a experiência do aluno aconteça. Rogers acreditava   que a educação leva à busca progressiva da autonomia, isto é, os alunos por conta própria irão buscar sua aprendizagem depois que conseguem desenvolver sua capacidade de ”aprender a aprender”. Os sentimentos e as experiências são muito importantes no processo de crescimento do aluno.
Rogers diz sobre “aprender a aprender”: 
“O único homem que se educa é aquele que aprendeu como aprender: que aprendeu como se adaptar e mudar; que se capacitou de que nenhum conhecimento é seguro, que nenhum processo de buscar conhecimento oferece uma base de segurança.”
Para Rogers os seres humanos tem um impulso para se direcionar ao desenvolvimento de suas capacidades, sejam elas físicas; intelectuais; morais; ou sociais, o humano tem curiosidade natural ao conhecimento.   O mundo é algo produzido pelo homem, a partir de sua percepção de mundo, e da assimilação dessas percepções para que se transformem em algo de significado. 
Outra diferença da educação humanística em relação a tradicional é de que ao contrario da tradicional em que o professor deve se manter distante do...


Escola da ponte


Escola da Ponte: a escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir

                                        


Aforismo que repito sempre: ‘Numa terra de fugitivos, aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo.’ O poeta T. S. Eliot, que o escreveu, pôs o fugitivo no singular: um ser solitário. E era assim que eu sempre me sentia, andando sozinho na direção contrária. Mas, repentinamente, descobri um outro ‘fugitivo’, um velho de longas barbas e que fumava um charuto fedorento. Não gosto do cheiro de charutos. Mas gosto de companhia. Aproximei-me dele e o reconheci. O nome dele era Karl Marx. Fiquei espantado porque sempre pensei que ele se encontrava no meio da multidão dos que andam para a frente, os modernos, economistas, cientistas – pois foi isso que sempre disseram dele os que se diziam seus intérpretes. De fato, as roupas que ele usava eram modernas, feitas de tecido fabricado naquelas tecelagens (que ele odiava) onde trabalhavam mulheres e crianças 16 horas por dia, para enriquecer os donos. Evidentemente faltava-lhe tempo e habilidade para fazer o que fazia aquele outro retrógrado chamado Gandhi, que tecia seus próprios tecidos num tear doméstico que ele afirmava ter poderes terapêuticos e sapienciais. Percebi que ele era moderno por fora mas o seu coração era retrógrado; andava para trás. Como o meu.



                                 http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/0103_08.html



ABORDAGEM HUMANISTA
O ensino “centrado” no aluno é derivado da teoria, também rogeriana, sobre personalidade e conduta.
Essa abordagem também dá ênfase a relações interpessoais e ao crescimento que desta resulta, centrado no desenvolvimento da personalidade do indivíduo, dos seus processos e organização pessoal da realidade em sua capacidade de atuar como uma pesoa integrada.
Homem: O homem é conciderado como uma pessoa situada no mundo. É unico, quer em sua vida interior quer em suas percepções e avaliações do mundo.
O objetivo último do ser humano é a auto-realização ou uso pleno de suas potencialidade e capacidades.
O homem não nasce com um fim determinado, mas goza de liberdade plena e se apresenta como um projeto permanente e inacabado.
Mundo: É um fênomeno subjetivo, pois o ser humano recontrói em si o mundo exterior, partindo da sua percepção, recebendo os estímulos, as experiências, atribuindo-lhes significado.
O mundo é algo contruído pelo homem diante de si mesmo.
Sociedade-Cultura: A unica autoridade necessária aos indivíduos é a de estabelecer qualidade de relacionamento interpessoal.
Conhecimento: A experiência pessoal subjetiva é o fundamento sobre o qual o conhecimento é construído, no decorrer do processo de vir-a-ser da pessoa humana.