ABORDAGEM HUMANISTA NA PEDAGOGIA
TENDÊNCIAS
ANTI-AUTORITÁRIAS
(Leila Miana,
Letícia Alves, Maíra Saporetti, Simone Silva)
Existem três grupos
de entendimento da educação na sociedade: educação como redenção, educação como
reprodução e educação como transformação.
As tendências
anti-autoritárias, se enquadram na ideologia de que a educação possui caráter
transformador na sociedade e surgem de movimentos em oposição à escolas
tradicionais.
As teorias
anti-autoritárias recusam o exercício de poder e voltam-se para uma educação em
liberdade e para a liberdade.
A pedagogia de caráter humanitário espera que
a escola exerça uma transformação na personalidade dos alunos, num sentido
libertário e auto-gestionário, ou seja, a função da instituição escola é de
estimular a busca pelo aprendizado em seus alunos.
O método de ensino
utilizado pelas Pedagogias Libertárias, portanto, acontece na vivência grupal,
onde alunos e professores convivem em equilíbrio, preservando e valorizando as
diferenças e individualidades do ser.
Os conteúdos e as
matérias que podem ser transmitidas no ambiente escolar são colocadas à
disposição do aluno sem que exista a obrigação de cursá-las, porque o que
realmente é importante para estas linhas de pedagogia é o conhecimento que
resulta das experiências vividas pelo grupo envolvido.
A pedagogia
libertária considera desde o início a ineficácia e a nocividade de todos os
métodos à base de obrigações e ameaças. Nesse sentido, o professor deve se por a
serviço do aluno sem impor suas concepções e idéias, sem fazer do aluno um
"objeto", ele deve se misturar ao grupo para uma reflexão em comum.
Toda essa liberdade
de decisão tem um sentido bem claro. Se um aluno resolve não participar, o faz
porque não se sente integrado, mas o grupo tem responsabilidade sobre esse fato
e tem que colocar a questão em discussão. O critério de relevância do saber é
seu possível uso prático. Por isso mesmo não faz sentido qualquer tentativa de
avaliação da aprendizagem, ao menos não em termos de conteúdo.
(Wikipedia)
As tendências
pedagógicas aqui tratadas abrangem quase todas as tendência anti-autoritárias em
educação, dentre elas a anarquista, a psicanalista, a dos sociólogos e também a
dos professores progressistas, são elas:
·
Teoria anarquista ou
libertária (sociológica)
Representantes: Freinet, Bakunin,
Ferrer, (Brasil-Tragtenberg, José Oiticica e Silvio Gallo).
Um dos principais
objetivos da pedagogia libertária é preparar os indivíduos para a vivência plena
da liberdade. Para isso, desenvolve a autonomia, a responsabilidade, o respeito,
a solidariedade, a cooperação e a criatividade nos educandos. Assim, além de
estabelecer novas formas de relações interpessoais, é também um instrumento de
luta para a superação das condições de exploração que sustentam nossa sociedade.
Para essa teoria a educação mostra os limites da escola como instituição
disciplinadora e burocrática e as possibilidades da autogestão pedagógica como
iniciação à autogestão social. A burocracia escolar é poder, repressão e
controle.
·
Teoria
Institucional
(sociológica)
Representantes:
Lobrot
Estende o conceito
de instituição a partir do caráter dinâmico de qualquer agrupamento
humano, destaque para o sentido de organização instituinte, capaz de
revelar as contradições do processo de se fazer, vencer a inércia do instituído,
a fim de criar o novo. Essa visão ultrapassa a dimensão de indivíduo, buscando
uma análise “de campo” influenciado pela sociologia. As clássicas tarefas do
professor passam à responsabilidade do grupo, porque a noção de autogestão supõe
a atividade instituinte dos alunos. Critica severamente a burocracia, típica
expressão do poder, que instaura a hierarquia, “coisifica” as pessoas e
cristaliza toda ação.
·
Teoria
não-diretiva
(psicológica)
Representantes: Neill,
Rogers
Consideram-se os
enfoques encontrados predominantemente no sujeito. O ensino centrado no aluno,
centrada no desenvolvimento da personalidade do indivíduo, em seus processos de
construção e organização pessoal da realidade. A autenticidade será a principal
ferramenta do educador que conduzirá o aluno à aprendizagem significava. ensinar
é mais que transmitir conhecimento – é despertar a curiosidade, é instigar o
desejo de ir além do conhecido. É desafiar a pessoa a confiar em si mesmo e dar
um novo passo em busca de mais. É educar para a vida e para novos
relacionamentos.
O professor passa a
ser considerado um facilitador da aprendizagem, não mais aquele que transmite
conhecimento, e sim aquele que auxilia os educandos a aprender a viver como
indivíduos em processo de transformação. O educando é instado, forçado a buscar
o seu próprio conhecimento, consciente de sua constante transformação. O que um
facilitador ensina aos educandos é buscar o seu próprio conhecimento, para
tornar-se independente e produtor de seu próprio processo cognitivo. Para ser um
bom facilitador é preciso ter ou desenvolver algumas qualificações:
autenticidade, o apreço, a aceitação e confiança, compreensão empática, que
ocorre quando o facilitador deixa o julgamento de lado e compreende o educando,
tornando a aprendizagem significativa.
Tanto Rogers quanto
Neill tiveram como diferencial em seu pensamento a idéia de que a criança não
aprende sobre pressão ou medo, o ser humano é curioso por natureza, então para
saciar esta necessidade vai em busca do conhecimento, procura respostas para
suas dúvidas cotidianas, aprende através da experimentação. Estes pensadores
concordam que uma educação que possa resultar em uma experimentação negativa,
frustante está fadada ao fracasso, entretanto uma educação livre demais,
satisfatória por excesso também está destinada ao mesmo fim.
Excelente, Cleidiane! Só faltou indicar a fonte bibliográfica do texto.
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